julho 17, 2012

A nova Escola Norte Americana


A nova Escola Norte Americana


http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/files/2012/04/Desenho-da-bandeira-do-Brasil-com-uma-mao-com-luva-branca-colocando-uma-cartola-com-a-bandeira-dos-Estados-Unidos-desenhado-e-um-ponto-de-interrogacao_01.jpgEscrevo aqui minha opinião sobre a nova forma de rendimentos da poupança. A pouco tempo, o governo declarou que a nova forma de rendimento da tradicional poupança passou de 0,5 + TR para 70% da Selic + TR (Se SELIC<= 8,5%). Atenção, isso vale para novos investimentos, ou seja, valores depositados anteriormente a Maio terão o antigo rendimento. Não é a primeira vez que o governo modifica a forma de rendimento da poupança, todavia, é a primeira vez que os investidores não terão prejuízos – uma vez que a Selic cair, o custo financeiro também irá baixar e assim os bancos terão que se render a ofertas de crédito com juros menores.
A poupança ainda é melhor do que muitos fundos de investimentos, principalmente por conta da taxa de administração e isenção de IR. Mas analisando economicamente, o governo se importaria em ordenar uma forma que beneficie as pessoas que guarda o dinheiro suado em poupanças? Analisando um ponto fundamental que o valor da poupança é um resguardo seguro, e que o banco central precisa intervir em caso de falência de bancos, para impedir que o correntista perca suas economias, a resposta para  a pergunta acima logicamente é negativa.
Não é de hoje que o Brasil quer ter o jeito norte americano de praticar economia, e mais essa proposta um tanto inovadora, parte do principio norte americano de administrar valores de família com média renda. Essa mudança é algo para incentivar o correntista brasileiro a investir em outros fundos, que visam maior rentabilidade e que o valor caia diretamente na bolsa, tendo o governo maiores condições de poder financeiro. É mais um passo para o corte de juros, e sendo assim, cada vez que a Selic baixar, o rendimento baixa, e chegaremos a o ponto de mudar nossos investimentos, para bolsas que realmente aqueçam o mercado.
Em suma, tiramos nosso dinheiro de um local seguro, e aplicamos em fundos variáveis, CDC, renda fixa ou DI (e o governo irá pressionar os bancos a baixarem as taxas de administração), aplicamos em empresas, moedas e outros, e ao mesmo tempo, o governo se isenta da sua responsabilidade de perda, porque se as corporações quebram, não há mais intervenção do banco central, teremos a justificativa de que a bolsa é variável e isso “infelizmente” pode ocorrer.
Lembro que o estilo norte americano, no qual a administração se espelha, uma crise em 2008, na qual muitas empresas ainda guardam cicatrizes.

janeiro 16, 2012

E 2012, o que será?


O crescimento do mercado civil está constante, e o assunto copa do mundo, pan-americano e outras mobilizações mundiais no Brasil acentuam os investimentos na infra-estrutura.  É sabido por todos que infra-estrutura é a base socioeconômica, e, sendo assim, mexendo nela mexemos em toda a pirâmide econômica. Essa agitação da base ocasionará o aumento dos salários bases, ou seja, o salário daquele CPF que não poupa e realmente coloca o dinheiro no mercado (a maioria brasileira), fazendo a economia girar. Em conversa com alguns bancos, notei que esses estão com os cofres cheios (nunca havia recebido visita de bancos chamando a investir antes de fevereiro), e esses estão apostando muito no mercado de embalagens recicláveis – envolvendo papel e plástico. Essas esferas do mercado bem como matérias primas (a ex. da construção civil) são os que mais oscilam e demonstram o crescimento das demais áreas, e todos, tanto do setor de embalagens de papel quanto plástico, estão otimistas para o fluxo de 2012.
Espero que a nossa empresa desempenhe seu papel, bem como outras empresas do ramo em Farroupilha e que possamos trazer ainda mais investimentos para a cidade e para nossos colaboradores. Os boletins estatísticos a que tenho acesso referente a embalagens recicláveis me animam às vezes. Preocupa-me mesmo está os problemas na agricultura, oriundos das secas ou alagamentos. A safra promete reduzir bastante, os preço tendem a aumentar, e as dividas dos agricultores se prolongam – ouvi falar hoje que o governo isentou os agricultores no cumprimento de seus financiamentos esse ano, e mandou 10 milhões ao RS para contornar a situação. Dinheiro para ajudar a manter sempre é bem vindo, mas não temos o que fazer com ele sem produto (alimento) para comprar. Infelizmente ele ameniza, mas não recupera a safra perdida.
Porque nos preocupar com a situação dos agricultores? Sem embalagens conseguimos viver, sem construção conseguimos viver, sem carros conseguimos viver, sem internet viveremos... Mas sem alimentos e água há essa possibilidade?
Ainda assim vejo muitas pessoas otimistas para 2012. Será a economia se aquecendo novamente após um 2011 “morno” na maioria das atividades? Eu espero estar correto, mas sempre lembro que não podemos viver de um “boom” momentâneo e depois afundar novamente... Governo e empresas preparados para somar os lucros e dividir as despesas, principalmente a médio e longo prazo?
Ah! Não me preocupo com os dólares que estão saindo mais do que entrando no Brasil nesse momento, porque como para as empresas, o mercado é frio em janeiro e fevereiro, aquecendo após esse período.
 "Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Ô ô ô ô ô ô ô ô ô ... "

janeiro 12, 2012

Novo "produto" do governo: Lei dos pardais.

"Cuidado, pare perigo! Leia bem antes o aviso, pois não aceito devolução!"

Começo essa publicação com o link da noticia, retirado no site g1.com. O trecho da musica “pare perigo” – grupo tradição, deixou de ser válida do Brasil.
É estranho como aqui a lei sempre vale a favor do governo. A frota brasileira vem aumento (e muito) nos últimos anos, e continuará aumentando. Com isso, por obvio estradas de 50, 60 anos atrás não suportarão a carga de veículos e a pressa que o ser humano vive hoje, no ritmo frenético que a sociedade está. Piedade das autoridades, que não conseguem fundos para modernização de nossas rodovias? É claro que não. Piedade dos motoristas, que deverão enfrentar mais uma lei que coíbe a responsabilidade do governo acidentes nas estradas. A fiscalização eletrônica de velocidade, no Brasil, se tornou um meio lucrativo para o governo. O esquema é fácil de ser interpretado: Pagamos as multas aonde o valor deveria ser revertido em benfeitorias nas estradas; Continuamos andando em estradas esburacadas e perigosas; O dinheiro some sem prestação de contas a sociedade (é muito fácil desviar dinheiro desse esquema); Pagamos pedágios para ter condições mínimas da via; achamos que um dia poderemos ser país de primeiro mundo. Que da risada? Aqueles mesmo que sorridentes pedem nossos votos a cada 4 anos.
No restante do mundo há fiscalização de velocidade que funciona, porque as autoestradas possuem velocidade e estruturas relativas à quantidade de carro. Não é necessário andar numa rodovia federal a 80 Km/h, não há parada de fluxo por falta de viadutos, não há escândalos, há sim, infraestrutura. Fazem valer aquele imposto que por essa época aparece no correio do brasileiro, IPVA. 
Em suma, deixo minha revolta com a administração publica que mais uma vez transferiu sua responsabilidade para os motoristas. Descobriram um jeito de retirar dinheiro do povo e induzir os mesmos que isso zelará pela sua segurança. O jeitinho brasileiro funcionou novamente. Lucro para o governo, que ao invés de colocar rodovias em bom e seguro estado de utilização, obriga-nos a nos adequar ao que “temos”. Acho que a fiscalização deve acontecer se tivermos uma velocidade de trânsito coerente, bem como uma fiscalização coesiva. Enquanto tivemos um país que vise “pró-labore” aos “diretores”, teremos que conviver com rodovias apáticas e carros sem condições rodando por elas – aqui entro em outro ponto. O Brasil tem uma fiscalização precária sob o estado dos carros que rodam, mas não entrarei em detalhes, não nesse momento.

Welcome Freakonomics


Olá galera!
Sou muito interessado em ciências econômicas e gosto de escrever sobre. Criei esse blog com o objetivo de comentar a economia de uma maneira casual, em linguajar popular para que todos possam entender. Estou cursando Eng. De Produção e no ultimo semestre fiz a cadeira de economia que despertou ainda mais essa paixão. A economia por mais complexa que pareça ser, é apaixonante a todos que começam a acompanha-la, e, em uma visão geral, é nela que todos os problemas acabam refletindo.
Não possuo experiência alguma na atividade, a não ser minha profissão iniciante de financeiro em uma empresa referência no ramo de papelão ondulado do RS. Gostaria de aperfeiçoar a mesma através do blog, juntando conceitos. Meus textos serão descontraídos, sem qualquer formalidade e talvez sem veracidade. A idéia é pegar situações cotidianas, torna-las em texto e postar minha opinião, para juntos discutirmos o pensamento de cada leitor, e uma realidade geral da matéria. Nada de denominações técnicas, nada de perspectiva de estudiosos, apenas um assunto econômico frio e clandestino – pelo fato de não possuir fontes seguras, apenas expressão de opinião.
Sobre o nome do blog, Freakonomics, partiu do nome de um livro, cujo autor é Steven Levitt ( Freakonomics – O lado oculto e inesperado de tudo que nos afeta). Nos próximos dias postarei uma resenha crítica sobre o livro. Wteconomy é a abreviação para Without Taxes Economy, ou, em português, Economia sem imposto. De fato a ideia surgiu de algo popular no Brasil, o vulgo PF (Por fora). PF é a abreviação dada em empresas que trabalham contra a lei, ou seja, sem tributação sob os produtos vendidos (também pode ser “CC”, “solto via” ou até mesmo mais direto, como sistema frio). Juntando pensamentos acabou saindo o wteconomy, aonde legalmente, não pagaremos impostos para discutir o mundo econômico.