A nova Escola Norte
Americana
Escrevo aqui minha opinião sobre a nova forma de
rendimentos da poupança. A pouco tempo, o governo declarou que a nova forma de
rendimento da tradicional poupança passou de 0,5 + TR para 70% da Selic + TR
(Se SELIC<= 8,5%). Atenção, isso vale para novos investimentos, ou seja,
valores depositados anteriormente a Maio terão o antigo rendimento. Não é a
primeira vez que o governo modifica a forma de rendimento da poupança, todavia,
é a primeira vez que os investidores não terão prejuízos – uma vez que a Selic
cair, o custo financeiro também irá baixar e assim os bancos terão que se
render a ofertas de crédito com juros menores.
A poupança
ainda é melhor do que muitos fundos de investimentos, principalmente por conta
da taxa de administração e isenção de IR. Mas analisando economicamente, o
governo se importaria em ordenar uma forma que beneficie as pessoas que guarda
o dinheiro suado em poupanças? Analisando um ponto fundamental que o valor da
poupança é um resguardo seguro, e que o banco central precisa intervir em caso
de falência de bancos, para impedir que o correntista perca suas economias, a
resposta para a pergunta acima
logicamente é negativa.
Não é de hoje
que o Brasil quer ter o jeito norte americano de praticar economia, e mais essa
proposta um tanto inovadora, parte do principio norte americano de administrar
valores de família com média renda. Essa mudança é algo para incentivar o
correntista brasileiro a investir em outros fundos, que visam maior rentabilidade
e que o valor caia diretamente na bolsa, tendo o governo maiores condições de
poder financeiro. É mais um passo para o corte de juros, e sendo assim, cada
vez que a Selic baixar, o rendimento baixa, e chegaremos a o ponto de mudar
nossos investimentos, para bolsas que realmente aqueçam o mercado.
Em suma,
tiramos nosso dinheiro de um local seguro, e aplicamos em fundos variáveis,
CDC, renda fixa ou DI (e o governo irá pressionar os bancos a baixarem as taxas
de administração), aplicamos em empresas, moedas e outros, e ao mesmo tempo, o
governo se isenta da sua responsabilidade de perda, porque se as corporações
quebram, não há mais intervenção do banco central, teremos a justificativa de
que a bolsa é variável e isso “infelizmente” pode ocorrer.
Lembro que o
estilo norte americano, no qual a administração se espelha, uma crise em 2008,
na qual muitas empresas ainda guardam cicatrizes.